quarta-feira, 21 de outubro de 2009

As três vitórias do povo


FOTO:JOSÉ PEPE MUJICA

Em artigo publicado no jornal La República, o senador Rafael Michelini analisa o significado da eleição presidencial de 25 de outubro, que será acompanhada de dois plebiscitos. Michelini aponta três objetivos centrais para a Frente Ampla, que governa o país: vencer a eleição no primeiro turno, com José Pepe Mujica (foto), e vencer os dois plebiscitos, um sobre a anulação da lei que anistiou policiais e militares acusados de violação de direitos humanos durante a ditadura militar, e outro sobre o direito de voto para uruguaios residentes no exterior.

Rafael Michelini - La República

No dia 25 de outubro, nós, uruguaios, teremos que tomar três decisões que definirão boa parte de nosso destino. Está diante de nós não só a oportunidade de um novo triunfo da Frente Ampla no primeiro turno, mas também o desafio dos plebiscitos, que representam decisões fundamentais para o futuro de nossa democracia.

Não prestar atenção nisso ou preocupar-se somente com perfil ou o resultado eleitoral desta ou daquela lista da Frente Ampla, não dar a prioridade que os plebiscitos merecem nem considerar o enorme valor democrático de ambas as instâncias, representaria um grave e imperdoável equívoco, do qual nos arrependeríamos em um prazo muito curto.

Votar na papeleta rosada é votar SIM à anulação da Lei da Caducidade. É expressar uma demonstração, um gesto cidadão indispensável contra a impunidade. É colocar-nos em dia com uma dívida que temos conosco mesmo como país, como comunidade. Significa eliminar, apagar de nosso ordenamento jurídico uma lei que só expressa injustiça e impunidade, que representa um lastro autoritário e um anti- valor no marco de nossa democracia. É um voto a favor da verdade, da justiça, da igualdade de direitos e da liberdade.

Votar SIM para anular a Lei de Caducidade é uma reafirmação democrática, a reafirmação dos valores que dignificam a vida cidadã, é a melhor forma de dizermos todos juntos: “nunca mais terrorismo de Estado, nunca mais ditadura”.

A luta contra a impunidade pertence a nossa democracia, a nossa sociedade, e a temos levado adiante em todo momento e em diversas dimensões. Estamos fazendo isso, desde o nosso governo, como nunca antes foi feito: com a busca e descoberta de cidadãos desaparecidos, investigando e tratando de obter a maior informação possível para colocá-la à disposição das vítimas, dos familiares das vítimas e de toda a cidadania.

Mas o capítulo mais importante tem sido aplanar o caminho da justiça. Aqueles casos que foram encaminhados ao nosso Poder Executivo receberam todos a mesma resposta. Eles foram considerados fora da Lei de Caducidade e graças a isso foi possível deter e processar alguns militares e policiais responsáveis por graves violações de direitos humanos. Mas enquanto se mantiver essa lei, muitos outros casos não poderão ser esclarecidos e seguirá havendo impunidade em nosso país.

A dor e a morte são irreparáveis. A verdade e a justiça constroem o presente, cimentando o futuro. Votar no dia 25 de outubro contra a impunidade é apostar em nós mesmos, recuperando nossa dignidade e o orgulho de superar-nos como sociedade. É uma grande aposta no futuro para que as novas gerações possam viver em liberdade, sem a carga de um passado de impunidade, sem o peso vergonhoso de uma lei que consagra a injustiça.

No outro plebiscito, votar na papeleta branca é votar SIM para garantir o direito de voto aos cidadãos uruguaios que residem no exterior. Representa uma decisão coerente com uma visão moderna e inclusive de nossa democracia, que busca ampliar e garantir o exercício de um direito fundamental, como é o do voto, a todos os cidadãos. O mesmo direito já consagrado e exercido pelos cidadãos de uma enorme quantidade de países no mundo e na nossa própria região, como México, Chile, Argentina e Brasil, entre outros.

Porque o Uruguai é mais que um território, é a vida de uma comunidade e, portanto, não pode restringir o exercício de direitos somente aqueles cidadãos que vivem dentro de nossas fronteiras. Somos um país de quatro milhões de uruguaias e uruguaios; o Uruguai é seu povo e residir no exterior não pode significar a exclusão da cidadania de nossos compatriotas.

Tornar possível o exercício do direito ao voto para os uruguaios que estão no exterior é o primeiro passo para recuperar sua participação e integrá-los ao sistema de decisões de nossa democracia. É um passo imprescindível também para garantir a igualdade de direitos entre os eleitores.

Pois hoje exercem livremente o direito ao voto aqueles uruguaios que, residindo no exterior, têm as possibilidades materiais para viajar a seu país e estar presentes no dia da eleição. Enquanto isso, a enorme maioria, aqueles que não têm condições de viajar, não podem exercer seu direito. Possuem esse direito ao voto, portanto, os uruguaios que, estando no exterior, vem votar no Uruguai. Mas, para isso, têm que ter tempo, saúde e, sobretudo, recursos.

É por isso que queremos que este direito possa ser exercido plenamente por todos os uruguaios, estejam onde estiverem, tenha os recursos que tiverem.

A outra vitória para nosso povo é o triunfo da Frente Ampla, no primeiro turno. Essa luta de dar oportunidades aos filhos dessa terra, estejam onde estiverem, é fundamental para gerar uma participação cidadã superior e permitir que todos os cidadãos deste país possam eleger o presidente, por mais longe que estejam.

Nenhum destes triunfos será completo se não agregarmos a vitória da esquerda no primeiro turno. Não se trata simplesmente de ganhar uma eleição nacional, de ganhar por ganhar, de ganhar para que não ganhe a direita. Bem longe de nós querer converter esse processo em um evento desportivo. Trata-se, isso sim, de afirmar a continuidade no governo do único projeto de mudança capaz de gerar a modernização e o desenvolvimento do nosso país. Trata-se de assegurar o rumo e o aprofundamento das reformas implementadas pelo governo de Tabaré Vázquez, com novos objetivos e desafios para o Uruguai do futuro, para a construção progressiva de um Uruguai integrado, mais próspero.

Trata-se de ganhar para consolidar o projeto igualitarista de esquerda. É isso que está em jogo: dois projetos. Um de esquerda, solidário, igualitário e eqüitativo; o outro, da direita, individualista e conservador.

Uma nova vitória da Frente Ampla no primeiro turno constitui um grande passo adiante para romper definitivamente com o passado de crise e mediocridade que suportamos durante tanto tempo e para consolidar o caminho do Uruguai pujante, empreendedor, em crescimento, dos últimos cinco anos. Seria um golpe demolidor para as aspirações de “voltar atrás”, proclamadas pela fórmula Lacalle-Bordaberry, a melhor expressão da direita e do conservadorismo, a melhor fórmula para fazer o Uruguai regressar ao passado e ao fracasso, para o país da estagnação e da mediocridade. Seria demolidor para essa visão individualista que a direita tem da sociedade.

Efetivamente, o triunfo da esquerda no primeiro turno evidenciará as debilidades políticas dos partidos tradicionais, que terão que se renovar muito para apresentar-se novamente, com chances no futuro, à sociedade uruguaia. Ao mesmo tempo, o triunfo da esquerda vai consolidar todos os êxitos do governo de Tabaré Vázquez, aprofundar todas as reformas que temos feito, implementar as mudanças e propostas para esta segunda etapa que foram aprovadas no V Congresso da Frente Ampla, Cro. Zelmar Michelini.

Mas o mais importante é que um novo governo da Frente Ampla representará um golpe mortal para o clientelismo político que blancos e colorados desenvolveram neste país e que trouxe tanta pobreza. Esse país do passado, com essas práticas e essa forma de fazer política deve ser sepultado para sempre.

Vamos por nossas três vitórias, três vitórias para o Uruguai e sua gente, vamos conquistá-las, todos juntos, no dia 25 de outubro. São três vitórias em um mesmo ato e em um mesmo momento. São três vitórias pela liberdade, pela justiça e pelo futuro. São três vitórias histórias e nenhuma pode ficar pelo caminho.

Rafael Michelini é senador da República do Uruguai pela coalizão de esquerda Novo Espaço/Frente Ampla.

Publicado originalmente no jornal La República, de Montevidéu, em 17 de outubro de 2009.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Brasil é apontado como exemplo no combate à fome no mundo


No Dia Mundial da Alimentação, 16 de outubro, a FAO e a Action Aid divulgaram estudos sobre a situação da fome no mundo. As duas organizações destacaram a qualidade das políticas implementadas pelo governo brasileiro no combate à fome e à pobreza. Em 2009, segundo a FAO, mais de 1 bilhão de pessoas vivem em situação de subnutrição. Situação piorou depois da crise econômica mundial. A produção mundial de alimentos deve aumentar em 70% nos próximos 40 anos para suprir a demanda crescente, adverte a FAO.

No dia 16 de outubro, a organização não-governamental ActionAid, que trabalha em mais de 40 países no combate à pobreza, divulgou documento afirmando que o Brasil é o líder no combate à fome entre os países em desenvolvimento. Segundo o documento, lançado no Dia Mundial da Alimentação, o Brasil demonstra “o que pode ser atingido quando o Estado tem recursos e boa vontade para combater a fome”. A ActionAid elaborou uma lista a partir de pesquisas sobre políticas sociais contra a fome aplicadas por governos de 50 países. A partir dessa análise, construiu dois rankings, um dos países desenvolvidos (liderada por Luxemburgo) e outra dos países em desenvolvimento (liderada pelo Brasil).

Em seu estudo, a organização elogia os esforços do governo brasileiro em adotar programas sociais para lidar com o problema da fome no país, destacando os programas Bolsa Família e Fome Zero. “O Fome Zero lançou um pacote impressionante de políticas para lidar com a fome – incluindo transferências de dinheiro, bancos de alimentação e cozinhas comunitárias. O projeto atingiu mais de 44 milhões de brasileiros famintos”, diz o documento. Além disso, acrescenta, o programa ainda ajudou a reduzir a subnutrição infantil em 73%.

Para a ActionAid, o Brasil é exemplar no exercício do direito ao alimento. A entidade cita a Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional (Losan 2006) e a criação do Ministério do Combate à Fome como medidas de que exemplificam que o direito à alimentação está sendo cada vez mais reconhecido como direito fundamental. Por outro lado, ressalta, o Brasil ainda tem áreas em que pode melhorar, como o desafio de incluir os trabalhadores sem terra e pequenos agricultores nos programas sociais de alimentação. “É imperativo que famílias em pequenas fazendas também estejam protegidas da expansão dos enormes programas industriais de biocombustíveis do Brasil”, diz o documento.

Mais de 1 bilhão de pessoas passam fome no mundo
A agência da ONU para alimentação e agricultura, FAO, estima que 1,02 bilhão de pessoas viveram em estado de subnutrição no mundo todo em 2009. Segundo a organização, o número de pessoas em situação de fome estava crescendo mesmo antes da crise mundial e, depois dela, a situação só piorou. Esse levantamento indica a existência de mais pessoas com fome do que em qualquer outra época desde 1970 e uma piora das tendências que já estavam presentes antes mesmo da crise econômica, avalia a FAO. “A meta da Cúpula Mundial sobre Alimentos (de 1996), de reduzir o número de pessoas subnutridas pela metade, para não mais do que 420 milhões até 2015, não será alcançada se as tendências que prevaleceram antes da crise continuarem”, diz documento divulgado pela entidade no dia 16 de outubro.

Ainda segundo a FAO, as regiões da Ásia e Oceano Pacífico têm o maior número de pessoas subnutridas, 642 milhões, seguidas pela África Subsaariana, com 265 milhões de pessoas. O Índice Global de Fome, pesquisa publicada pela Unidade Internacional de Pesquisa em Política Alimentar (IFPRI, na sigla em inglês), revelou que a República Democrática do Congo foi o país com o maior aumento da fome desde 1990, seguido por Burundi, Comores (arquipélago no Oceano Índico) e o Zimbábue.

A produção mundial de alimentos deve aumentar em 70% nos próximos 40 anos para suprir a demanda crescente, adverte a FAO. A agência estima que os governos de países em desenvolvimento precisam passar a investir anualmente US$ 44 bilhões em agricultura para alimentar uma população que calcula-se que será de 9 bilhões de pessoas em 2050. Hoje, este investimento é da ordem de US$ 7,9 bilhões. As mudanças climáticas e o êxodo para as cidades também devem contribuir para a falta de alimentos nos próximos anos, diz estudo da entidade.

A crise econômica reduziu a ajuda estrangeira e o investimento em países mais pobres, além de diminuir o envio de dinheiro dos que trabalham em países mais ricos. Diante desse quadro, a FAO fez um apelo por um maior esforço internacional para diminuir a fome no mundo e também para garantir mais investimentos em agricultura e dispositivos de segurança para a economia em países mais pobres. Além disso, alerta para uma crise no preço dos alimentos, que se estabilizaram em um nível muito alto para muitas pessoas em países em desenvolvimento. Como solução para esses problemas, a entidade defende, entre outras medidas, dar mais poder para mais mulheres nos países em desenvolvimento, por meio de educação e mais acesso a empregos.

Por outro lado, assinala a organização, alguns países apresentaram uma melhora dramática nos níveis de subnutrição desde 1990, incluindo aí o Brasil, o Vietnã, a Arábia Saudita e o México. Ao citar as medidas adotadas pelo Brasil para a melhora nos níveis de subnutrição, a FAO cita programas do governo como o Fome Zero, o Bolsa Família, o Minha Casa, Minha Vida e também o aumento do salário mínimo.

Bolsa Família aumenta escolaridade da população
Dados divulgados esta semana pelo governo federal confirmam as avaliações da FAO e da Action Aid no que diz respeito à relação entre o combate à fome e a melhoria da qualidade de vida da população.

Cerca de 500 mil jovens e adultos beneficiários do Bolsa Família ou que estão no Cadastro Único foram alfabetizados em 2006 e 2007. O percentual de pessoas cadastradas atendidas por programas de alfabetização aumentou de 21,9%, em 2006, para 33,8% em 2007. A articulação do MDS com o Programa Brasil Alfabetizado (PBA), do Ministério da Educação, possibilitou que essas pessoas iniciassem os estudos ou voltassem às salas de aula. Dos 536.289 alfabetizados no período, 379.465 são atendidos pelo programa de transferência de renda.

A ligação do Bolsa Família com a educação faz parte do desenho institucional do programa. Os beneficiários precisam manter os filhos na escola e cumprir uma agenda básica de saúde. O objetivo é estimular acesso da população pobre aos serviços básicos de educação e saúde para melhorar as condições de vida desse público. Segundo análise feita pelo coodernador-geral do Bolsa Família, Franco Bernardes, da Secretaria Nacional de Renda de Cidadania do MDS, o Nordeste - região com os maiores índices de analfabetismo (24% dos beneficiários) - está investindo mais na educação de seus habitantes. A região responde por 88% dos beneficiários alfabetizados nos dois anos.

A comparação entre Estados mostra que Alagoas obteve o maior desempenho, com a alfabetização de 29% de pessoas atendidas pelo Bolsa Família. Ceará e Pernambuco vêm logo em seguida com 23% de beneficiários alfabetizados. Na região Sudeste, Minas Gerais responde por 70% dos beneficiários alfabetizados. No Norte, somando Pará, Amazonas e Acre, os três Estados alcançam 78% das pessoas atendidas pelo Bolsa Família na região.

(*) Com agências internacionais

STF apura se deputado ajudou Yeda com recurso ilegal

Apesar do esforço do PIG* em mater o escândalo do DETRAN do Rio Grande do Sul longe das manchetes e da conivência de alguns setores do judiciário federal, o PSDB tenta agora fazer do deputado Germano o boi-de-piranha da maracutaia para salvar a governadora das garras da justiça. O RIO GRANDE merecia um governo melhor.

Um inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a pedido do Ministério Público Federal (MPF) investiga se o deputado federal José Otávio Germano (PP) teria ajudado a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), a obter recursos ilegais durante e depois da campanha eleitoral de 2006 em troca do direito de nomear o diretor do Detran no início de 2007.

O acordo permitiria a manutenção do esquema que desviou R$ 44 milhões da autarquia entre 2003 e o final de 2007, quando foi descoberto pela Polícia Federal. A informação foi divulgada pela revista "IstoÉ" deste final de semana com base em peças do inquérito às quais teve acesso.

Germano e Yeda negam participação em qualquer esquema fraudulento. Nas vezes em que foi questionado sobre a nomeação de diretores do Detran, Germano afirmou que a indicação foi do partido e não dele. Seu advogado, José Antônio Paganella Boschi, qualificou a matéria como "inverídica e irresponsável" e anunciou que vai processar a revista.

Yeda chegou a ser acusada pelo MPF/RS de participação no esquema Detran, mas foi excluída da ação de improbidade administrativa que tramita na Justiça Federal de Santa Maria por decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região tomada no dia 14 de outubro.

* PIG = Partido da Imprensa Golpista

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

PMDB fecha a chapa única para a Convenção Municipal de Curitiba dia 24


O PMDB de Curitiba vai permanecer sob o comando do militante Doático Santos. O A decisão foi ontem, 15, durante a inscrição da chapa com os 45 integrantes do diretório e 14 suplentes.

Como 1.º vice-presidente do partido em Curitiba, o governador indicou o ex-candidato a prefeito em 2008 e atual assessor especial Carlos Moreira. O deputado federal Marcelo Almeida, que estava sendo apontado como um dos nomes que poderiam suceder Doático na presidência do diretório municipal, também ganhou assento na executiva.

Ele foi indicado como um dos vice-presidentes setoriais. Almeida está encarregado de fazer um trabalho direcionado na capital visando melhorar o desempenho do partido nas eleições majoritárias do próximo ano.

O deputado estadual Alexandre Curi será reconduzido à presidência do Conselho Político do partido, além de ocupar a segunda vice-presidência da executiva. O deputado federal Rodrigo Rocha Loures fica onde está: continua como terceiro vice-presidente.

Além destes nomes, a comissão executiva do PMDB de Curitiba terá ainda Altino Loureiro (secretário-geral), Ivan Ribas (1.º secretário), João Benjamin Santos (tesoureiro), Sheila Toledo (1.º tesoureiro) e os vogais e vices-presidentes setoriais: Luiz Fernando Delazari, Anselmo José de Oliveira, Luiz Pedro Di Lucca e Antonio Augusto Sávio. Além da lista dos 45 membros do diretório municipal e 14 suplentes, serão indicados também na convenção os trinta delegados à convenção estadual.

O deputado estadual Reinhold Stephanes Junior, que lançou o nome de Marcelo Almeida, não integra a lista dos integrantes do diretório municipal de Curitiba, divulgada ontem pela assessoria de Doático. A justificativa é que Stephanes desrespeita as orientações do partido nas votações da Assembleia Legislativa.

Além de Curitiba, todos os demais municípios do estado devem realizar convenções, avisou ontem o secretário-geral do diretório estadual, João Arruda. O prazo para a inscrição das chapas termina hoje, dia 16.

Brasil é eleito para o Conselho de Segurança da ONU


O Brasil foi eleito nesta quinta-feira para um mandato de dois anos em uma das vagas rotativas do Conselho de Segurança da ONU.

O mandato brasileiro entra em vigor no dia 1º de janeiro de 2010 e vai até o dia 31 de dezembro de 2011.

É a décima vez que o país ocupa uma posição no Conselho de Segurança, o órgão da ONU responsável pela manutenção da paz e da segurança internacional.

É também a segunda vez que o país ocupa uma vaga rotativa na ONU durante a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva. A primeira foi entre 2004 e 2005.

Vaga

O país será representado pela primeira vez no Conselho por uma mulher, a embaixadora Maria Luiza Viotti, que comanda a missão brasileira na ONU.

O Brasil vem pleiteando há muitos anos um assento permanente no Conselho da ONU, mas, a despeito de ter obtido manifestações de apoio por diferentes países, ainda não alcançou esse objetivo.

Os membros permanentes do Conselho são Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Rússia e China, que tem direito de veto em qualquer medida votada pelo órgão.

A eleição do Brasil já era esperada e não houve outros concorrentes entre os países da América Latina. Ao todo, 182 países de um total de 183 votaram no Brasil.

As outras nações que obtiveram vagas não-permanentes para o mandato de 2010-2011 foram Bósnia-Herzegóvina, Gabão, Líbano e a Nigéria.

O Brasil e estas nações se somarão a Áustria, Japão, México, Turquia e Uganda, que cumprem mandato relativo a 2009 e 2010.

O país já integrou o Conselho de Segurança da ONU em 1946-47, 1951-52, 1954-55, 1963-64, 1967-68, 1988-89, 1993-94, 1998-99 e 2004-05.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, entre as prioridades brasileiras ao longo de seu mandato estão "a estabilidade no Haiti, a situação na Guiné-Bissau, a paz no Oriente Médio, os esforços em favor do desarmamento, a promoção do respeito ao Direito Internacional Humanitário, a evolução das operações de manutenção da paz e a promoção de um enfoque que articule a defesa da segurança com a promoção do desenvolvimento socioeconômico".

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Oposição propõe CPI para investigar caixa 2

"MP Eleitoral concluiu investigações. Provado que as denúncias feitas contra mim eram falsas e tinham objetivo de forjar armação política.” Beto Richa (PSDB), prefeito de Curitiba, em comentário escrito no Twitter, comemorando o fato de ter sido isentado de culpa mas esquecendo-se de que foram encontrados indícios de caixa 2 em sua campanha

Conclusão da investigação sobre o caso do Comitê Lealdade reacende o pedido de opositores de Beto Richa para que Câmara Municipal apure a campanha tucana
Publicado em 15/10/2009 | Caroline Olinda - Colaborou Kátia Chagas

O bloco de oposição ao prefeito de Curitiba na Câmara Municipal quer usar o parecer da Procuradoria Regional Eleitoral sobre o caso do Comitê Lealdade para reacender a campanha pela abertura de uma CPI para investigar o caixa 2 na campanha de reeleição do prefeito Beto Richa (PSDB). No parecer, o procurador regional eleitoral, Néviton Guedes, conclui que a campanha tucana deixou de declarar recursos à Justiça Eleitoral usados pelo comitê, formado por dissidentes do PRTB. Isso caracterizaria prática de caixa 2. Mas Guedes isentou Richa de qualquer envolvimento no caso.

A oposição busca assinaturas para a abertura da CPI desde junho deste ano, quando vieram à tona as suspeitas de irregularidades na prestação de contas da campanha do tucano. Na época, foi divulgado um vídeo em que 23 pessoas aparecem recebendo dinheiro em espécie (R$ 1,6 mil cada um) de Alexandre Gardolinski, coordenador do Comitê Lealdade – composto por ex-integrantes do PRTB, que deixaram o partido para apoiar Richa na eleição de 2008 (oficialmente, a legenda apoiou Fabio Camargo, do PTB, na campanha para prefeito e não poderia apoiar o tucano). Os dissidentes informaram que receberam os recursos para trabalhar na campanha de Richa, mas isso não aparece na prestação de contas apresentada pelo PSDB à Justiça Eleitoral.

Viadutos entre Curitiba e Fazenda Rio Grande serão prioridades nas obras de duplicação da BR-116


A construção de viadutos na BR-116 entre Curitiba e Fazenda Rio Grande será prioridade na duplicação dos 12 quilômetros que distanciam as cidades. As obras são consideradas urgentes pelo Governo do Estado, pelas prefeituras da região e pela concessionária que administra o trecho.

A definição foi feita em reunião, nesta quarta-feira (18) no Palácio das Araucárias, entre o secretário-chefe de gabinete do Governo do Estado, Carlos Moreira, representantes da concessionária Autopista Planalto Sul, da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e prefeitos das cidades que margeiam a BR-116.

“A duplicação de toda a via até a divisa com Santa Catarina é extremamente necessária, mas precisamente no trecho de 12 quilômetros entre Curitiba e Fazenda Rio Grande existem vários gargalos que estão causando problemas econômicos, no cotidiano da população e até na segurança. Fizemos essa reunião para definir prioridades nas obras”, enfatizou Moreira.

Uma das obras citadas por todos no encontro foi a trincheira na vila Pompéia, na divisa entre Fazenda Rio Grande e Curitiba. Em horários de maior movimento – início da manhã e final da tarde – os motoristas demoram uma hora e meia para passar o semáforo e percorrer menos de um quilômetro.

De acordo com o prefeito de Fazenda Rio Grande, Chico Santos, ali forma-se um dos maiores gargalos de infraestrutura na chegada a uma capital de estado. “Enquanto não resolver o problema na vila Pompéia continua o gargalo, por isso essa obra precisa ser priorizada. A duplicação é importante, mas primeiro precisa ser resolvidos alguns problemas pontuais como esta obra”.

A urgência da obra também foi reforçada pelo prefeito de Mandirituba, Antônio Maciel Machado. “Em certos momentos do dia, a viagem que deveria ser de 30 minutos acaba durando mais de uma hora e meia. No final do dia a situação é ainda pior pois as pessoas voltam cansadas e tem que enfrentar uma viagem longa e cansativa para chegar em casa”, disse.

O diretor superintendente da concessionária, Arthur Vasconcellos de Neto, disse que a empresa já está estudando os problemas apresentados pelas prefeituras e que esses estão sendo levados em conta no projeto da duplicação que está em execução. “Devemos antecipar alguma obra considerada prioritária para executar antecipadamente. Principalmente no trecho entre Curitiba e Fazenda Rio Grande”.

INÍCIO DAS OBRAS – Antes anunciada para começar no segundo semestre de 2009, a duplicação só deverá iniciar em meados de 2010. A informação foi confirmada pelo superintendente da AutoPista Planalto Sul. O prazo foi considero insuficiente pelo Governo do Estado.

O secretário Moreira, a pedido do governador Roberto Requião, colocou à disposição da empresa e das prefeituras o corpo técnico do Governo para que a obra comece antes do prazo anunciado pela empresa.

“São obras muito importantes. Nós temos que fazer isso o mais brevemente possível, por isso o Governo do Estado está colocando a disposição dos prefeitos, da concessionária e da ANTT todo o suporte necessário de técnicos para acelerar o início das obras.”

Participaram também da reunião o deputado estadual, Franciso Buherer, o prefeito de Quitandinha, Neco Prado, o prefeito de Rio Negro, Alceu Ricardo Swarowski, o vice-prefeito de Campo do Tenente, Jorginho Quege, o superintendente do DER na região Leste, Ricardo Barros e representantes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)e Luiz Pedro Di Lucca da SERC-Secretaria de Relações com a Comunidade.