quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Olizandro vai trair o PMDB


Olizandro Ferreira, ex-prefeito de Araucária está com as malas prontas para mudar para um partido da base aliada de Beto Richa, podendo ser o PTN ou PSB. Ele que sempre militou em partidos mais à direita do PMDB veio para a legenda em janeiro de 2005, para compor com o Governador Roberto Requião e tornar mais fácil a sua vida administrativa.

Além do prefeito de Araucária, Olizandro Ferreira, também se filiaram ao PMDB o vice-prefeito, Clodoaldo Nepomuceno Júnior, e os vereadores Rui Sérgio Alves de Souza, Esmael Padilha e Lucínio Grebos. “O PMDB é um partido com a maior credibilidade no Paraná. E essa credibilidade se deve atribuir em grande parte ao seu líder maior, o governador Requião”, afirmou o prefeito.

“O governador tem tomado posições coerentes, corajosas, tem feito no estado do Paraná uma verdadeira transformação em todas as áreas, reconstruindo um estado que nos últimos oito anos sofreu com a administração pública”, completou.

Olizandro Ferreira destacou que as lideranças da cidade, que faz parte da Região Metropolitana de Curitiba, querem participar do processo de reconstrução do estado. “Araucária quer se inserir nesse processo e busca através do prefeito, de suas lideranças, dos vereadores e do vice-prefeito, se inteirar e se integrar nesse processo de desenvolvimento do Paraná”.

Ao se filiar, o vice-prefeito Clodoaldo Nepomuceno destacou a história de lutas do partido. “O PMDB é um partido de lutas que ajudou a construir a história da democracia recente em nosso país, com trabalho, honradez, transparência, dignidade e resistência ao regime militar”.

“No Paraná, o governador traduz de forma inequívoca toda esta expressão e histórico e tem conduzido a administração estadual de forma brilhante, buscando atender preferencialmente aos pobres e aqueles que mais dependem do governo”.

O ato de filiação foi realizado na Câmara de Vereadores de Araucária e também contou com a presença do vice-governador e secretário de Agricultura, Orlando Pessuti, do deputado federal André Zacharow e dos deputados estaduais Alexandre Curi e César Seleme.

Olizandro não conseguiu a reeleição em parte por absoluta falta de interlocução com a população e em parte por ter descaracterizado o PMDB no município, onde antigas lideranças foram substituídas por um séquito de cristãos novos, com um vasto histórico de disputa contra o velho MDB de guerra. Não convenceu o povo.

Deixa como herança um partido em frangalhos e sem uma liderança capaz de erguer a legenda. O único que poderia fazê-lo de imediato, o ex-prefeito Rogério Kampa, carece de apetite para uma tarefa desta envergadura. Mais uma vez o Partido do Dr. Ulysses se deixou enganar pelo canto fácil da sereia e abandonou os seus militante autênticos por uma meia dúzia de incompetentes, que deram sorte em ganhar uma eleição e, agora perdedores, nos deixam como quando chegaram: sem nada.

Paraná Empreendedor abre novas inscrições para micro e pequenos empresários de Curitiba

O Projeto Paraná Empreendedor é desenvolvido pela Secretaria Especial de Relações com a Comunidade

Estão abertas novas inscrições para o Curso de Aperfeiçoamento e Qualificação para pequenos e micro empresários de Curitba. O curso faz parte do Projeto Paraná Empreendedor, da Secretaria de Relações que será ministrado pelo coordenador e idealizador do Paraná Empreendedor Luiz Pedro Di Lucca.
As aulas acontecem no auditório anexo a Secretaria de Relações com a Comunidade, responsável pelo projeto, sempre as segundas feiras das 19h30 às 22h30. As inscrições podem ser efetuadas pelo telefone (41) 3350-1293 ou pelo email dr_dilucca@ hotmail.com
Segundo o coordenador e professor Luiz Pedro Di Lucca, o objetivo é mostrar para os empreendedores que, para ter sucesso em seus negócios, é preciso investir tempo para qualificação. Ele lembrou que as pequenas empresas empregam cerca de 80% da população economicamente ativa e o objetivo do projeto é fazer com que elas possam crescer e se consolidar no mercado. “Trata-se de uma política de desenvolvimento empresarial. Vamos oferecer o curso e consultoria gratuitos e operar no fortalecimento da economia local, através da melhoria contínua dos empreendimentos”, destacou Di Lucca, também professor do curso.
Entre outros temas o Curso de Qualificação aborda tópicos como as características do empreendedor, barreiras a serem superadas, vantagens de ter o próprio negócio, qualidade de produtos e serviços, mensuração de valor e preços e cuidados com os clientes. A grade do curso prevê ainda microcrédito através do Probem e do Banco Social, ambos os programas operados pela Agência do Fomento do Estado do Paraná.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

O dia em que Jango prendeu o cabo Anselmo


Em março de 1964, Anselmo foi preso quando tentava penetrar - e falar - na reunião do Automóvel Clube. Esse episódio tem sido ignorado até hoje, pois nunca interessou à mídia, cúmplice do processo golpista desde o início. Quem me reviveu o episódio agora, com detalhes preciosos que expõem o repúdio de Jango à indisiciplina que enfraquecia o governo na área militar e encantava os golpistas e a mídia, foi o coronel Juarez Mota - à época capitão e ajudante de ordens do presidente, hoje aposentado, 75 anos de idade, e vivendo em Porto Alegre. O artigo é de Argemiro Ferreira.

Argemiro Ferreira
Data: 07/09/2009

A veemência com que, na entrevista ao Canal Livre da Rede Bandeirantes, o notório cabo Anselmo (José Anselmo dos Santos), de olho numa indenização como "perseguido político", tentou negar que já era agente infiltrado (e provocador) da direita ANTES do golpe de 1964, não consegue contestar o depoimento enfático do delegado Cecil Borer em 2001 - conforme o excelente texto (talvez definitivo) assinado por Mário Magalhães na “Folha de S.Paulo”, a 31 de agosto de 2009.

Estou me metendo nessa discussão por ser assunto que me apaixona desde que participei, há pouco mais de três décadas, de uma reportagem de investigação da revista “Playboy”, conduzida pelo jornalista Marco Aurélio Borba, meu amigo (e editor nacional de “Opinião” no período em que dirigi a redação), que morreria poucos anos depois, num acidente em Brasília. Ouvi depoimentos para a revista no Rio, enquanto mais jornalistas faziam o mesmo em outros estados (não tenho aquele número da revista, mas seria bom se alguém pudesse informar ao menos o mês e o ano, entre 1977 e 1979, pois ainda acho que existem ali dados relevantes).

Na época, entrevistei vários militantes de partidos clandestinos e ex-presos políticos que tiveram contato com Anselmo (alguns insistem ainda hoje no detalhe de que seria marinheiro de 1ª classe e não cabo). Eles relataram fatos e dúvidas. Ouvi ainda pessoas que tinham servido na intimidade do governo João Goulart. A começar por meu amigo pessoal Raul Ryff, ex-colega de trabalho na redação do “Jornal do Brasil”, que tinha sido secretário de imprensa de Jango.

Com a ajuda de Ryff, cheguei a outros nomes de pessoas que tinham servido no Palácio durante o governo Jango. Eduardo Chuahy, amigo dele, capitão do Exército até ser cassado em 1964, servira como ajudante de ordens no gabinete militar da presidência, então chefiado pelo general Argemiro de Assis Brasil. Reconstituiu com riqueza de detalhes o clima existente no setor militar do Palácio e as muitas trapalhadas de Assis Brasil, que garantia existir o célebre - e ilusório - “dispositivo militar” capaz de impedir um golpe.

O aviso de Corseuil: "ele é espião"
Eu estava particularmente interessado em falar com o comandante Ivo Acioly Corseuil, o que foi possível na época graças ao aval de Ryff e Chuahy, que o conheciam bem. De fato, Corseuil contou muita coisa, aprofundando relatos já conhecidos. Mas o núcleo central do depoimento dele a mim foi a ratificação do que já dissera a Moniz Bandeira e estava no livro (publicado em 1977) “O Governo João Goulart - as lutas sociais no Brasil, 1961-1964”, sobre o qual escrevi minuciosa resenha para “IstoÉ”, infelizmente publicada na época com alguns cortes.

Ele explicou que no governo de Jango o chefe da Casa Militar (Assis Brasil) era também o secretário do Conselho de Segurança Nacional. Segundo a entrevista que Corseuil me deu, em 1962 ele era chefe de gabinete do CSN e em 1963 passou a sub-chefe da Casa Militar. Foi quando fez o informe (ele não lembrava a data precisa) avisando que Anselmo era agente infiltrado, provocador e trabalhava para a CIA.

Corseuil me disse que tinha informações de várias fontes, segundo as quais havia gente infiltrada entre os marinheiros. Até pessoas vestidas de marinheiros que, na verdade, não eram marinheiros. Uma das fontes que lhe passaram tais informações era “um rapaz da turma de Carlos Lacerda”, então governador da Guanabara. Julgou confiável o dado porque o rapaz, que conhecia há algum tempo, ex-funcionário do ministério da Marinha, trabalhava para Lacerda junto aos marinheiros (lacerdista, tinha saído do emprego para trabalhar no Palácio Guanabara).

Mas a informação de que Anselmo era agente da CIA não viera desse agente (identificado apenas como “Tanahy”) e sim por um correspondente de jornal norte-americano - “pessoa com muitos contatos, que falava com muita gente”. Ele sempre telefonava para dar informações. Por exemplo, tinha passado imediatamente a informação sobre uma reunião de Lacerda com correspondentes norte-americanos para conclamar os EUA a derrubar Jango.

Para a CIA, "útil por liderar"
Para Corseuil, Anselmo não era o único agente infiltrado, mas pode ter sido escolhido pela CIA onde era visto como capaz de liderar. Perguntado por que nada foi feito pelo governo de Jango, apesar das muitas informações e avisos feitos, respondeu que as providências não cabiam ao CSN. A Marinha é que teria de se aprofundar no caso, por estar na sua área. A tarefa teria de ser especificamente do Cenimar, que era sempre avisado. Corseuil enfatizou que também tomara a iniciativa de avisar pessoalmente o Cenimar. “Aquela gente do Cenimar era toda do Lacerda. E o Lacerda fomentava a rebelião”, disse-me ele.

Corseuil também explicou que nenhuma providência foi tomada desde 1962, apesar de tantos avisos e informes, em parte por causa do próprio temperamento de Jango, que “tinha um coração grande demais”. Lembrou o episódio da revolta dos marinheiros, no Sindicato dos Metalúrgicos, quando o presidente foi especificamente alertado para o papel de Anselmo e nada fez - embora outras pessoas do governo também tenham alertado na época para a necessidade de ação vigorosa para deter a conspiração.

Mas pelo menos dois oficiais que serviam no Palácio recordam ainda hoje um episódio no qual Jango, pessoalmente, agiu com firmeza, mostrando estar consciente do papel de Anselmo como provocador e agente infiltrado. Chuahy, então capitão, pediu que Ryff alertasse Jango e mostrasse ao presidente como a mídia, desde que começara o problema dos sargentos, superdimensionava a questão e apostava deliberadamente na ação potencial de Anselmo para subverter a disciplina, empurrando até moderados das Forças Armadas para o lado do complô golpista em marcha.

O episódio citado foi o da prisão de Anselmo em março de 1964, quando tentava penetrar - e falar - na reunião do Automóvel Clube. Tem sido praticamente ignorado até hoje, pois nunca interessou à mídia, cúmplice do processo golpista desde o início. Quem me reviveu o episódio agora, com detalhes preciosos que expõem o repúdio de Jango à indisiciplina que enfraquecia o governo na área militar e encantava os golpistas e a mídia, foi o coronel Juarez Mota - à época capitão e ajudante de ordens do presidente (além de amigo), hoje aposentado, 75 anos de idade, e vivendo em Porto Alegre.

"Preso por ordem do presidente"
Estava em marcha, claro, a operação destinada a desestabilizar o governo, como parte do esforço para superdimensionar os movimentos dos sargentos e dos marinheiros (ainda que muitos, obviamente, tenham deles participado por desinformação ou ingenuidade). Conforme o relato do coronel Juarez, o presidente não sabia que Anselmo planejava falar no Automóvel Clube, mas tinha consciência de que ele era agente infiltrado na esquerda.

“Quem o viu chegar foi o coronel Carlos Vilela, da Casa Militar”, conta o militar aposentado. “Como eu estava mais à frente, acompanhando o presidente, ele me chamou: ‘Está chegando o cabo Anselmo, o que faço?’ O próprio Jango antecipou-se e deu a ordem: ‘Prende!’ Quando Anselmo começava a entrar, voltei com Vilela, que o segurou pelo ombro, enquanto eu punha a mão no pescoço. Os dois desviamos o cabo à força para outra sala, onde havia um sofá de dois lugares. Vilela mandou que ele sentasse e comunicou: ‘Por ordem do presidente, o senhor está preso’. Em seguida Vilela foi chamar o coronel (Domingos) Ventura, comandante da Polícia do Exército. Ventura veio com a escolta e levou Anselmo preso para o quartel da PE.”

Para Juarez, aquela ordem firme de Jango deixou claro que não tinha dúvida sobre quem era Anselmo. Podemos concluir que a avaliação coincidia com a descrição de Cecil Borer, delegado e torturador que o usava no DOPS como informante (conforme contou à “Folha” em 2001) juntamente com “a Marinha e os americanos”. O relato de Juarez é reforçado por Chuahy, que à época já era veemente também na crítica aos movimentos de sargentos e marinheiros, devido á manipulação oculta da oposição direitista com apoio da mídia. Vilela morreu no ano passado (2008). Tinha sido ajudante de ordens do general Zenóbio da Costa na II Guerra Mundial.

Juarez Mota continuou no Exército (aposentou-se como tenente-coronel) e nunca deixou de ser amigo de Jango, que conhecia praticamente desde criança. Natural de São Borja, também era parente do presidente Getúlio Vargas: seu avô era primo-irmão de Getúlio e a bisavó Zulmira Dorneles Mota era irmã de dona Cândida Dorneles Mota, mãe do presidente que se matou em 1954.

Blog de Argemiro Ferreira

O que a direita pretende com a reforma eleitoral


Senador Eduardo Azeredo
Qual o interesse da nossa direita mais reacionária com a reforma eleitoral que regulamenta o uso da internet na campanha de 2010? Embora essa pergunta esteja colocada nas entrelinhas de alguns comentaristas e colunistas especializados, ela ainda não foi colocada de maneira clara e direta para que desperte a atenção do eleitor brasileiro sobre o que está em jogo nessa reforma eleitoral.

De um lado temos um dos grandes vassalos dos interesses internacionais no Brasil, Senador Eduardo Azeredo do PSDB, ex-governador de Minas Gerais nos bons tempos da "farra das privatizações" da era FHC.

Do outro lado Aloísio Mercadante do PT, aquele que foi sem nunca ter sido e hoje passa por momentos difíceis de identidade. Está mais para pedir que parem o mundo que ele quer descer. Quase foi governador de São Paulo, sem nunca ter sido. Foi a grande promessa da política brasileira, sem nunca ter sido.

Como o povo brasileiro está desfalcado de um bom defensor desta causa, pois, o senador Mercadante, sofre de uma completa falta de inapetência para a questão e prefere mais uma roda onde possa choramingar as agruras de um líder do Governo no Senado.

Por esses motivos a direita sente-se muito à vontade em ir deturpando tudo que possa ser utilizado gratuitamente e que democratize o uso da informação como os sítios de Internet.

Querem engessar a sua utilização sob a alegação que como se trata de uma ferramenta multimídia, quando se aproxima ao uso similar de um jornal essas regras prevalecerão, e quando for mais próxima do uso similar ao das televisões e das rádios a estas legislações.

Essa regulamentação tem como espírito limitar cada vez mais o uso dos blogs e sítios de internet pelas pessoas mais pobres e, por tanto, as mais beneficiadas com os inúmeros programas sociais do governo Lula.

Na época de ouro, antes da crise mundial, entre junho de 2003 a junho de 2008 a classe E (pobre) teve uma redução de 39,5%, o que significa que mais de um terço desta população ascendeu de classe social (classe D).

É isso que a direita pretende com a reforma eleitoral. Impedir que o presidente Lula e sua candidata Dilma Rousseff e aliados possam se comunicar com os seus eleitores via internet e quebrar o bloqueio da mídia impressa, televisiva e radiofônica, que sabidamente é de propriedade do macro capitalismo internacional, cujo representante e principal perspectiva de poder é o Governador Serra.

sábado, 5 de setembro de 2009

Empreendedores dos estados do Codesul terão crédito facilitado através do BRDE


O governador Roberto Requião, presidente do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul), anunciou nesta sexta-feira (4), na cidade gaúcha de Esteio, a criação de uma nova linha de crédito especial para empreendedores do Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina.

Ao lado dos governadores que integram o Codesul, Luiz Henrique da Silveira (SC) e Yeda Crusius (RS), e de Tereza Cristina da Costa Dias, representando o governador André Pucinelli (MS), Requião detalhou as tarifas especiais que serão oferecidas nos empréstimos realizados pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul - o BRDE.

O crédito para compra de maquinário e equipamentos para produção pode ser superior à R$ 50 mil e será concedido para pessoas físicas e jurídicas. O prazo para pagamento será de 10 anos, com dois anos de carência e juros de 4,5% ao ano.

“Isto significa uma taxa de, aproximadamente, 0,4% ao mês. É um valor muito abaixo da inflação e vai garantir mais emprego e renda nos Estados que fazem parte do Conselho”, explicou o governador do Paraná. “Esta medida é muito importante e será realizada através da parceria entre o BRDE com bancos oficiais da República, como o BNDES”, completou.

Um comercial produzido pelo Governo paranaense foi apresentado como sugestão para a divulgação dos empréstimos nos estados-membros. Segundo Requião, a peça publicitária deve ser transmitida em breve nas televisões públicas e educativas do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

BRDE - Os governadores do Codesul determinaram, ainda, que as Procuradorias Gerais dos Estados realizem estudos para a reestruturação do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul.

De acordo com o governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira, o novo modelo se dará por meio da elaboração de um novo estatuto e o objetivo é permitir que o BRDE integre mais ações voltadas para a área social.

“Se não existisse o BRDE, nossos estados não seriam líderes em desenvolvimento. Hoje, temos excelentes índices de infraestrutura, educação e saúde, graças aos investimentos do banco. Vamos melhorar ainda mais e oferecer microcrédito, fortalecendo e ajudando o pequeno empreendedor”, ressaltou Luiz Henrique.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

O município e a democracia - O PMDB em busca de rumos

Mauro Santayana

A descoberta de que prefeitos, advogados e até um juiz se mancomunaram, a fim de desviar dinheiro do Fundo de Participação dos Municípios, não chega a surpreender. A Controladoria-Geral da União tem encontrado casos escabrosos de favorecimento, superfaturamento de obras, despesas fictícias, notas falsas, em grande número de prefeituras. Os prefeitos incompetentes costumam ser os mais corruptos, mesmo porque a honestidade é uma forma de eficácia.

Ainda que houvesse alguma prodigalidade e favoritismo em essa ou aquela cidade, a administração municipal, nos 20 anos anteriores ao regime militar, era melhor. As cidades pequenas, como sempre, estavam dominadas pelas oligarquias rurais, e o desvio, em seus parcos orçamentos, não causava escândalos, embora houvesse prodigalidade e renúncia fiscal em favor dos amigos. Nos municípios maiores, as oligarquias rurais foram substituídas, a partir de 1945, pela classe média urbana, que elegia a maioria dos vereadores e dos prefeitos. Os candidatos à chefia do Poder e

Executivo eram normalmente profissionais liberais, que viviam de seu trabalho, e – fosse na representação de grupos de interesses, ou movidos pela natural ambição política – assumiam as municipalidades com a intenção de bem governá-las. Pelo menos tinham disposição para negociar politicamente com os vereadores e a sociedade, e empregar os recursos em benefício da maioria.

No projeto de desmoralização deliberada da atividade política, os reitores do regime de exceção trataram de solapar a base da incipiente democracia brasileira. Instituiu-se, como primeiro passo, a remuneração dos vereadores. Antes, em quase todos os municípios, a vereança era relevante serviço público, e não remunerado. Em outros, os membros das câmaras municipais recebiam jetons, quase simbólicos, por sessão a que compareciam. A remuneração dos prefeitos tampouco era expressiva. Só nas grandes cidades e nas capitais, que exigiam do chefe do governo municipal atenção de tempo integral, os vencimentos eram razoáveis.

Passando a ser um emprego – e, relativamente, bom emprego – o cargo de vereador passou a ser disputado por pequenos demagogos, sem qualquer noção do bem público. Desse canteiro surgiram inúmeros candidatos a prefeito, da mesma qualidade e do mesmo caráter. O modelo se consolidou e continua a ter efeitos nefastos na formação dos parlamentos. O que antes era exceção – a ignorância instrumental, a debilidade de caráter, a tendência ao peculato – passou a ser regra geral. Só nos últimos tempos, e quase que por milagre, começaram a surgir, em alguns Estados, bons e criativos administradores municipais. Graças a eles está havendo a recuperação de suas cidades, que têm servido de exemplo às outras.

A eclosão desse novo escândalo, quando começa a mobilização pelas eleições municipais deste ano, pode servir de boa advertência às elites das cidades. É o momento de os homens responsáveis, em cada uma delas, reunirem-se em busca de candidaturas, tanto para vereadores quanto para o Poder Executivo, de pessoas honradas, e de se empenharem a fim de que se elejam. O primeiro passo é examinar minuciosamente o passado dos candidatos. O velho lugar-comum continua válido: quando as pessoas de bem se omitem da responsabilidade política, não podem queixar-se dos governos que se formam.

O PMDB ainda não conseguiu recuperar-se dos golpes sofridos nos últimos anos. A morte dos grandes líderes que o conduziram nos ácidos tempos ditatoriais provocou a erosão doutrinária de seus quadros. O partido continua sendo o mais brasileiro de todos, com presença em todas as regiões e em todas as classes sociais, mas lhe falta o ânimo que o empurrou para as grandes jornadas do passado. Para que se recupere é-lhe necessária uma liderança capaz de mobilizar o entusiasmo de seus militantes.

Durante a inauguração de fotos dos grandes fundadores, na sede do partido, alguns parlamentares fizeram apelo ao governador Aécio Neves para que retorne aos seus quadros. Esse apelo não se dirige somente ao governador. Com Aécio, o PMDB, depois de erros graves em Minas, tenta recuperar seu espaço no Estado. O último de seus desacertos foi o de negar legenda ao ex-presidente Itamar Franco, que era o candidato natural de Minas ao Senado da República. Ao optar por essa exclusão, injusta e inepta, o PMDB mineiro não só perdeu uma cadeira na Câmara Alta, uma vez que seu candidato amargou a derrota; o partido encolheu ainda mais, diante da opinião pública de Minas, que se sentiu frustrada em não ter podido eleger Itamar. Para reabilitar-se no Estado, o PMDB busca encostar-se em Aécio.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

As dúvidas sobre o tamanho do pré-sal

Por Andre Araujo

Grande manipulação de numeros sobre as reservas de petroleo do Brasil. Porque não se coordenam as informações facilmente disponiveis, reservas de petroleo são dados publicos, mundialmente conhecidos, com poucas duvidas.

Quando alguem se refere a reservas de petroleo, entendem-se RESERVAS COMPROVADAS, não são reservas possiveis, reservas porvaveis ou apenas indicios de existencia de petroleo.

RESERVAS COMPROVADAS são reservas cuja cubagem aferida apresenta 90% de certeza e que pode ser explorada por METDOS COMERCIAIS CONHECIDOS.

As reservas do pre-sal não existem no mapeamento mundial de reservas e portanto nem aparecem. Não são reservas comprovadas nem pela cubagem aferida e nem pelo método comercial de exploração.

A profundidade é maior do que qualquer outra exploração maritima portanto não há ainda uma certeza dos custos e de sua viabilidade comercial.

Na mensuração internacional de reservas o Brasil está hoje em 13ª lugar, na seguinte classificação:

Arabia Saudita 284.200.000.000 de barris
Canada 178.092.000.000 de barris, mas aqui há uma observação ao final
Iraq 138.400.000.000 de barris
Iran 136.150.000.000 de barris
Kuwait 101.500.000.000
Venezuela 99.377.000.000 barris
Emirados 97.800.000.000
Libia 41.464.000.000.
Nigeria 36.220.000.000
Qatar 27.436.000.000
EUA 21.347.000.000
China 16.000.000.000
Brasil 12.624.000.000

Obs. O Canada pode ter uma redução de 2/3 de suas reservas por razões ambientais, quer dizer, tem a reserva mas ela não pode ser explorada pelos impactos no meio ambiente da região artica.
Dados do Oil and Gas Journal para Janeiro de 2009.

Conclusão: a reserva mais proxima do possivel descoberta no pre-sal é a do Campo Tupi, que se presume atingir 5.00;000;000. As estimativas para os demais campos, que atingiriam 50.000.000.000 são puro chute, não tem nenhum lastro de probabilidade comprovada.

Portanto se acrescentarmos TUPI às reservas provadas de 12.624.000.000, termos 17.624.000.000, o que nos colocaria à frente da China, isto é, no 12º lugar.

Os falastrões da politica tem falado em 7º lugar, mais chutes.

Se o Brasil quer entrar na liga dos grandes produtores a primeira regra é NÃO INVENTE E NÃO AUMENTE, SEJA PRUDENTE QUANDO FALAR DE RESERVAS DE PETROLEO.

Pelo que se tem de comprovação de reservas no pre-sal, não há nenhuma justificativa para todo o carnval armado, menos ainda para criação de uma nova empresa pra explorar essa reserva que perto das reservas mundiais de 1.342.207.000.000 não tem absolutamente nada de extraodinárias, a não ser pela extrema dificuldade de extração de oleo a essa profundidade.

O maior perigo é se contratar investimentos monumentais, os palpites jogados na midia vão de 100 a 600 bilhões de dolares, para uma reserva sonhada de 50 bilhões de barris. Estão se tomando decisões reais e permanentes para reservas apenas hipotéticas, um uso para lá de questionavel dos recursos do Estado para fins politicos imediatos. o que a longo prazo pode prejudicar seriamente a Petrobrás.