segunda-feira, 24 de agosto de 2009

PMDB não abre mão da candidatura de Pessuti ao Governo do Paraná em 2010

Orlando Pessuti

A decisão do senador Osmar Dias (PDT) de desistir da aliança com o PSDB e se aproximar do PT na disputa para governo estadual em 2010 promete complicar a costura que vinha sendo feita entre o Partido dos Trabalhadores e o PMDB. A presidente do PT no Paraná, Gleisi Hoffmann, diz que a aproximação com o pedetista é importante para a coalização da base aliada, mas que o partido vai insistir também com a parceria que vem sendo organizada com o PMDB. “Vamos buscar formar uma aliança com o senador Osmar Dias. Abre-se um importante canal de diálogo, mas também não abrimos mão do apoio do PMDB. A intenção não é definir nomes por enquanto”, afirma.

A pedra no caminho do acordo do PT com o PDT é que o PMDB tem como pré-candidato o vice-governador, Orlando Pessuti, que, apesar de ter um nome menos cotado do que o de Osmar, reforçou ontem a intenção de ir para a briga. “Vamos para as eleições com ou sem o apoio do PT. A ideia é repetir a coligação nacional entre PT e PMDB aqui no Paraná, mas se isso não for possível, o PMDB já tem candidato ao governo estadual.”

Com a aproximação entre PSDB e PDT, o PMDB e o PT vinham acelerando conversas em torno de uma coligação. Há 30 dias foi criado um grupo de discussões com cinco representantes de cada legenda. O próprio governador Roberto Requião já se comprometeu com o presidente Lula a colocar o partido a serviço da pré-candidata petista à Presidência Dilma Rousseff.

Por outro lado, Osmar Dias conta com a simpatia do presidente Lula, que promete transformar em slogan de campanha do senador a declaração “ele é o cara” feita pelo presidente norte-americano Barack Obama ao presidente brasileiro. “O apoio do presidente é sempre decisivo”, diz Osmar, que ressaltou mais uma vez que vai continuar a percorrer o estado para elaborar seu plano de campanha. “Vou apresentar minha proposta. Os partidos que quiserem me apoiar serão muito bem-vindos”, afirma.

A decisão de Osmar Dias de desistir da aliança com o PSDB, confirmada em entrevista ao colunista Celso Nascimento na edição de domingo da Gazeta do Povo, veio a partir do lançamento pelo PSDB da pré-candidatura do prefeito de Curitiba, Beto Richa, ao governo. O outro nome já anunciado é o do irmão de Osmar, o senador Alvaro Dias. “Não fui eu que rompi com o PSDB foi o PSDB que rompeu comigo ao lançar dois nomes pré-candidatos e não me incluir na lista”, afirmou ontem Osmar ao reforçar a decisão.

O presidente do PSDB no Paraná, Valdir Rossoni, tentou minimizar o rompimento. “Não houve ruptura. O que houve foi a colocação de mais um nome para a candidatura ao governo. Vamos manter o diálogo aberto”. De acordo com ele, não há nada definido ainda e o PT só está usando as mesmas ferramentas que o PSDB ao buscar mais aliados. Ontem, o senador Alvaro Dias também tentou evitar falar do assunto. “Ainda não conversei com ele (Osmar). Vamos nos encontrar nesta semana. Mas eu só saio candidato se estiver em primeiro lugar nas pesquisas”, afirma.

O deputado federal Abelardo Lupion (DEM) – que faz parte da aliança formada em 2006 com o PDT e o PSDB no estado – assumiu discurso conciliador. “É natural o Osmar estar chateado. Eu também estaria. O PSDB errou.” Ele diz que espera uma retomada nas conversas.

domingo, 23 de agosto de 2009

Marido de Lina foi ministro de FHC

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A informação é do blog Amigos do Presidente Lula.

Que também informa que o jornalista Ricardo Noblat, de O Globo, trabalhou na campanha política de José Agripino Maia no Rio Grande do Norte, em 1990.

Como funciona a mídia

Dois pesos, duas medidas.

Contra Sarney, manifestantes não "param trânsito". Interessa à Folha, nesse caso, promover a saída de Sarney.

Mas quando é o MST, aí sim, "atrapalha o trânsito". Interessa à Folha criminalizar o MST.

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Contra Sarney, manifestantes não "param trânsito". Interessa à Folha, nesse caso, promover a saída de Sarney.

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Mas quando é o MST, aí sim, "atrapalha o trânsito". Interessa à Folha criminalizar o MST.

O New York Times quer administrar o pré-sal (com o PSDB)

Brasil assume maior controle dos campos de petróleo, com riscos de longo prazo

Alexei Barrionuevo, no New York Times, do Rio de Janeiro, em 18.08.2009

Diante da mais importante descoberta de petróleo do mundo em anos, o governo brasileiro está buscando recuar de mais de uma década de cooperação estreita com as companhias de petróleo estrangeiras e controlar mais diretamente a extração.

A medida faz parte de um impulso nacionalista para aumentar os benefícios obtidos pelo país com seus recursos naturais e cimentar sua posição como potência global. Mas isso poderia retardar significativamente o desenvolvimento dos campos de petróleo, em um momento em que o mundo está à procura de novas fontes de energia, disseram analistas de energia e de risco.

Neste mês, o governo brasileiro disse que queria que a companhia nacional de petróleo, a Petrobras, controlasse todo o futuro desenvolvimento dos campos em águas profundas descobertos em 2007, que geólogos internacionais estimam poder conter dezenas de bilhões de barris de petróleo recuperáveis.

A mudança tornaria a Petrobras a operadora de 62% da nova área que ainda não foi licitada, restringindo as empresas estrangeiras ao papel de investidores financeiros. Isso limitaria a capacidade delas de ajudar a determinar o ritmo do desenvolvimento dos campos de petróleo, dando à Petrobras um maior poder para gerar empregos e conceder contratos lucrativos.

O petróleo se encontra sob cerca de 6 mil metros de água, areias em movimento e uma espessa camada de sal. Esta chamada região pré-sal, que se estende por centenas de quilômetros, é a maior reserva em desenvolvimento no mundo atualmente, especialmente dada a falta de acesso aos extensos depósitos do Iraque, disse Daniel Yergin, presidente da IHS Cambridge Energy Research Associates, uma consultoria de energia. Espera-se que também seja um dos mais complicados projetos na história da indústria petrolífera.

"O momento e escala do desenvolvimento do pré-sal serão alguns dos fatores mais significativos para o equilíbrio global do petróleo na próxima década, principalmente após 2020", quando o Brasil deverá aumentar ainda mais a produção, disse Yergin. "Se isso não acontecer, será um grande revés para o Brasil em termos de receita e uma perda significativa para o mundo em termos de nova oferta de petróleo."

Para o Brasil, as apostas são altas. Muitos aqui veem o petróleo como uma bala mágica para lidar com os maiores desafios sociais do país. Luiz Inácio Lula da Silva, o popular presidente do Brasil, quer mudar as leis de energia para canalizar mais receita dos campos ainda não desenvolvidos para os cofres do governo, criando fundos para melhorar a educação e saúde. Sua proposta será entregue ao Congresso em algum momento na próxima semana, disse um de seus assessores na segunda-feira.

Autoridades do governo daqui insistem que o Brasil não será tomado pelo mesmo tipo de fervor nacionalista que varreu a América Latina nos últimos anos. Como o México fez no final dos anos 30, Venezuela, Bolívia e Equador confiscaram os ativos de energia e expulsaram as companhias estrangeiras, apenas para ver sua produção de petróleo e gás natural estagnar ou diminuir.

O governo Lula não está propondo que os estrangeiros sejam excluídos dos projetos de energia, nem mesmo que não tenham a chance de conquistar participações majoritárias em alguns casos. As empresas estrangeiras já estão envolvidas na primeira leva de projetos do pré-sal, incluindo o campo gigante de Tupi, que a Petrobras estima conter entre 8 bilhões a 5 bilhões de barris de petróleo e gás natural.

Mesmo sem o próximo grupo de campos pré-sal, o Brasil pretende mais que dobrar sua produção de petróleo, para 5,7 milhões de barris por dia até 2020.

O Brasil fez grandes descobertas de petróleo tardiamente em seu desenvolvimento econômico, contando assim com uma economia diversificada, o que ajudará a evitar o "mal holandês" da dependência de um recurso natural, que tem afetado várias das potências mundiais de petróleo, disse José Sérgio Gabrielli, o presidente da Petrobras.

Ele disse que o nacionalismo que está borbulhando no momento "não é um nacionalismo contra os estrangeiros", mas sim um debate sobre a velocidade do desenvolvimento, quem ficará com maior parte do fluxo de receita e quem se beneficiará da tecnologia e conhecimento relacionados.

Ainda assim, Gabrielli reconheceu que os ventos nacionalistas estavam começando a soprar de novo.

Com a bandeira verde e amarela do Brasil aberta sobre o palco, membros do sindicato dos petroleiros assistiram a um novo documentário aqui no mês passado, "O Petróleo Tem Que Ser Nosso - Última Fronteira". No filme, geólogos, líderes sindicais e até mesmo uma médica de 92 anos, Maria Augusta Tibiriçá, discutem como os novos campos poderiam gerar "trilhões de dólares" e transformar o futuro do Brasil.

Uma dúzia de sindicalistas encerrou a noite cantando o hino nacional e depois uma canção composta para o filme, misturando samba e bossa nova.

O novo fervor nacionalista lembra o dos anos 70 e 80, quando o governo militar do Brasil declarava que "a Amazônia é nossa" para rechaçar enclaves estrangeiros na floresta tropical.

E isso evoca as preocupações protecionistas iniciais que foram levantadas após um pouco de petróleo ter sido descoberto no Brasil em 1939. Poucos anos depois, um general declarou "o petróleo é nosso", em meio aos temores de que as companhias de petróleo americanas encontrariam um meio de tomá-lo. Manifestantes realizaram protestos nos anos 50 em frente ao Prédio da Esso, no centro do Rio.

Foi em meio a esse clima populista que, em 1953, o presidente Getúlio Vargas fundou a Petrobras e lhe concedeu o monopólio do petróleo. Apenas em 1997 é que empresas estrangeiras foram autorizadas a participar na exploração e produção de petróleo.

Os planos de Lula para um maior controle dos novos campos enfrentará uma dura batalha no Congresso do Brasil, onde os líderes da oposição dizem que buscarão adiar o plano, para negar ao presidente uma vitória que poderia impulsionar politicamente Dilma Rousseff, sua ministra da Casa Civil e candidata escolhida para sucedê-lo na eleição do próximo ano.

Rousseff, que está encarregada da proposta do governo para o pré-sal, também é presidente do conselho administrativo da Petrobras. O governo conta com um controle de 55,7% da empresa; outros membros do conselho também são nomeações políticas.

"O governo usará todo argumento ideológico, nacionalista e emocional para tentar aprovar isto antes da eleição do próximo ano, mas será muito difícil a aprovação", disse Tasso Jereissati, um senador do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) que é um crítico da proposta do governo.

O Senado brasileiro já está lidando com uma ampla investigação das irregularidades e impropriedades da Petrobras, uma investigação lançada pela oposição.

Gabrielli, o presidente da Petrobras, argumenta que o governo tem bons motivos para querer limitar a participação estrangeira. Em 1997, os preços do petróleo eram muito menores e a economia do Brasil enfrentava dificuldades. Hoje, o Brasil conta com mais de US$ 220 bilhões em reservas de moeda estrangeira, os preços do petróleo estão mais altos e a Petrobras se tornou a quarta maior empresa das Américas.

"As condições financeiras são completamente diferentes", disse Gabrielli. E o desenvolvimento dos novos campos, antes considerado arriscado, "agora é um bilhete de loteria premiado".

Com as preocupações sobre se o Brasil tem condições de levantar os cerca de US$ 600 bilhões que precisará para desenvolver os novos campos ao longo dos próximos 20 anos, o governo está explorando a disposição das companhias de petróleo estrangeiras de apostar alto.

"Esta é a única grande descoberta de petróleo dos últimos anos; não há outra", disse Rousseff neste mês, em uma entrevista para o jornal brasileiro "Valor Econômico".

Mas a decisão de dar à Petrobras o controle operacional é míope, arriscada e poderá atrasar a capacidade do Brasil de usar o petróleo para ajudar a transformar o país, disse Christopher Garman, um analista do Eurasia Group, uma consultoria de risco político em Nova York.

"E se conseguirmos um grande avanço tecnológico em energia renovável e, daqui cinco a oito anos, o preço do petróleo não for o que é hoje?" disse German. "O Brasil vai maximizar os investimentos agora ou manter o petróleo no solo por mais tempo?"

Ausente no debate, disse Gabrielli, está a realidade da escassez do equipamento necessário para perfurar os novos campos. Os executivos da Petrobras estão tentando motivar fornecedores de várias partes do mundo a desenvolver o equipamento.

Até 2017, a Petrobras precisará de 40 plataformas de petróleo capazes de perfurar fundo o suficiente para atingir os novos campos - mais da metade do número total dessas plataformas existentes atualmente no mundo, disse Gabrielli. A empresa está exigindo que 28 delas sejam construídas no Brasil.

Gabrielli disse que a empresa está mantendo seus gastos em expansão internacional em US$ 16 bilhões, para que possa se concentrar no desenvolvimento dos campos em águas profundas domésticos.

"A questão não é acelerar ou não acelerar", disse Gabrielli. "Nós estamos no limite da capacidade mundial do setor."

Tradução: George El Khouri Andolfato


Estudem os golpes midiáticos. Eles virão em 2010?

O Golpista Agripino Maia

por Luiz Carlos Azenha

De original o Brasil só inventou a jabuticaba. O resto quase tudo vem de fora. Especialmente as grandes idéias dos marqueteiros políticos. A inspiração deles tem origem clara: os Estados Unidos.

Em quarenta anos de profissão, nunca vi a mídia tão partidarizada. Jamais. Jamais testemunhei um fenômeno como o de Lina Vieira: a mídia martela uma tese e simplesmente descarta todas as outras que possam contradizer aquela tese. Uma tese bancada por Agripino Maia. Uma tese que tem o objetivo de carimbar Dilma Rousseff como "mentirosa". Que faz parte da campanha para demonizar a candidata do governo. Que, em minha opinião, obedece a uma campanha milimetricamente traçada por marqueteiros de José Serra e executada por prespostos dos Civita, Marinho, Frias e Mesquita.

Onde estava Lina Vieira na tarde do dia 19 de dezembro? Dentro de um avião, voando para Natal. E Dilma? Depois de reuniões em Brasília, também viajou. Se não foi naquele dia o suposto encontro entre a ex-secretária da Receira Federal e a ministra, quando foi? Baixou um silencio espetacular nos jornais, nas rádios e nas telas da TV. Um silencio ensurdecedor.

[Para quem estava em outro planeta, no encontro a ex-secretária disse que Dilma Rousseff pediu a ela que interferisse indevidamente em uma ação da Receita Federal contra o filho do presidente do Senado, José Sarney. A ministra nega o encontro.]

Depois de oito anos distante do poder federal, a UDN vai usar todas as ferramentas a seu dispor para reconquistar o Planalto em 2010. É o pré-sal, estúpido! São bilhões e bilhões de dólares que permitirão a quem estiver no poder investimentos como há muito tempo não vemos no Brasil. E há gigantescos interesses externos já expressos, ainda que delicadamente, no debate sobre a exploração do pré-sal.

O consórcio DEM-PSDB vai tentar barrar as tentativas do governo Lula de aumentar a participação da União na exploração do petróleo. Vai fazer isso, sem assumir, em defesa dos interesses das grandes petroleiras internacionais, que correm desesperadamente em busca de reservas exploráveis.

Aqui você pode ler, em inglês, um artigo sobre a crescente disputa entre estados e petrolíferas pelo controle dos lucros da exploração, que se aguçou depois que a produção mundial de petróleo atingiu o pico.

Não é por outro motivo que, através da mídia, esses interesses tentam enfraquecer a Petrobras. Tentam dizer que a Petrobras é incapaz de tocar o projeto. Tentam dizer que a Petrobras ou o Brasil não tem dinheiro para fazer os investimentos necessários. Não é por acaso que a TV Globo assumiu a proposta do governo americano de uma "parceria": eles nos ajudam a explorar o pré-sal E nos vendem armas. É como aquela famosa piada da troca de casais. Nós entramos duas vezes como "doadores". Doamos o petróleo E pagamos pelas armas.

Não é por caso que, em duas reportagens recentes, tanto o jornal New York Times quanto a revista britânica The Economist lançaram dúvidas sobre o futuro da exploração do pré-sal. O repórter Alex Barrionuevo, do Times, usou em seu texto palavras que acionam o botão de ojeriza do típico leitor americano: falou em "nacionalismo" e disse que uma suposta onda de "nacionalismo" no Brasil, agora, é comparável à dos tempos da ditadura militar.

Mas ele, por ignorância ou má fé, se esqueceu de dizer que a decisão correta de investir na exploração de petróleo em águas profundas, tomada durante o regime militar, é que permitiu à Petrobras o sucesso de agora. Ou seja, um exemplo de uma decisão "nacionalista" que deu resultado. Barrionuevo deu conotação negativa a "nacionalismo". Pelo simples fato de que "nacionalismo" só interessa aos americanos quando representa a defesa dos interesses dos Estados Unidos.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Eu tenho pavor da Danuza Leão


Deu na Folha de S. Paulo de 16/08/2009.

"DANUZA LEÃO - Quem tem medo da doutora Dilma?

VOU CONFESSAR: morro de medo de Dilma Rousseff. Não tenho muitos medos na vida, além dos clássicos: de barata, rato, cobra. Desses bichos tenho mais medo do que de um leão, um tigre ou um urso, mas de gente não costumo ter medo. Tomara que nunca me aconteça, mas se um dia for assaltada, acho que vai dar para levar um lero com os assaltantes (espero); não me apavora andar de noite sozinha na rua, não tenho medo algum das chamadas "autoridades", só um pouquinho da polícia, mas não muito.
Mas de Dilma não tenho medo; tenho pavor. Antes de ser candidata, nunca se viu a ministra dar um só sorriso, em nenhuma circunstância.
Depois que começou a correr o Brasil com o presidente, apesar do seu grave problema de saúde, Dilma não para de rir, como se a vida tivesse se tornado um paraíso. Mas essa simpatia tardia não convenceu. Ela é dura mesmo.
Dilma personifica, para mim, aquele pai autoritário de quem os filhos morrem de medo, aquela diretora de escola que, quando se era chamada em seu gabinete, se ia quase fazendo pipi nas calças, de tanto medo. Não existe em Dilma um só traço de meiguice, doçura, ternura.
Ela tem filhos, deve ter gasto todo o seu estoque com eles, e não sobrou nem um pingo para o resto da humanidade. Não estou dizendo que ela seja uma pessoa má, pois não a conheço; mas quando ela levanta a sobrancelha, aponta o dedo e fala, com aquela voz de general da ditadura no quartel, é assustador. E acho muito corajosa a ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira, que está enfrentando a ministra afirmando que as duas tiveram o famoso encontro. Uma diz que sim, a outra diz que não, e não vamos esperar que os atuais funcionários do Palácio do Planalto contrariem o que seus superiores disserem que eles devem dizer. Sempre poderá surgir do nada um motorista ou um caseiro, mas não queria estar na pele da suave Lina Vieira. A voz, o olhar e o dedo de Dilma, e a segurança com que ela vocifera suas verdades, são quase tão apavorantes quanto a voz e o olhar de Collor, quando ele é possuído.
Quando se está dizendo a verdade, ministra, não é preciso gritar; nem gritar nem apontar o dedo para ninguém. Isso só faz quem não está com a razão, é elementar.
Lembro de quando Regina Duarte foi para a televisão dizer que tinha medo de Lula; Regina foi criticada, sofreu com o PT encarnando em cima dela -e quando o PT resolve encarnar, sai de baixo. Não lembro exatamente de que Regina disse que tinha medo -nem se explicitou-, mas de uma maneira geral era medo de um possível governo Lula. Demorei um pouco para entender o quanto Regina tinha razão. Hoje estamos numa situação pior, e da qual vai ser difícil sair, pois o PT ocupou toda a máquina, como as tropas de um país que invade outro. Com Dilma seria igual ou pior, mas Deus é grande.
Minha única esperança, atualmente, é a entrada de Marina Silva na disputa eleitoral, para bagunçar a candidatura dos petistas. Eles não falaram em 20 anos? Então ainda faltam 13, ninguém merece.
Seja bem-vinda, Marina. Tem muito petista arrependido para votar em você e impedir que a mestra em doutorado, Dilma Rousseff, passe para o segundo turno."


Eu também tenho. Mas é da Danuza com aquela cara que parece que levou uma machadada para poder casar com o Freddy Kruger. Deus me livre encontrá-la na rua à noite. Certa vez, quando ela ainda tinha 200 anos de idade, eu a vi na Hípica do Rio e, muito espirituosa, queria rir das suas próprias piadas sem graça, mas não conseguia e apenas a sua cara disforme fazia uma caricatura digna dos desenhos de humor negro de Graham. Nessas horas a perna direita levantava. Foi um pesadelo.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Site do Governo sobre nova gripe tem 250 mil acessos em cinco dias


O site com informações oficiais sobre a nova gripe (www.novagripe.pr.gov.br), lançado na semana passada pelo Governo do Paraná, chegou à marca de 250 mil acessos em apenas cinco dias. Além de consultar dados, a população tem participado ao enviar sugestões, comentários e elogios a respeito do conteúdo da página. Entre os assuntos mais comentados estão os mitos e verdades relacionados à Influenza A (H1N1).

Muitos cidadãos têm encaminhado e-mails para esclarecer dúvidas, por exemplo, sobre a realização de missas e outros eventos públicos, as formas de transmissão da doença e os cuidados para evitar o contágio. Outras pessoas têm afirmado, inclusive, que vão indicar o endereço para seus amigos, colegas de trabalho e familiares, para que obtenham informações confiáveis sobre a gripe A.

É o caso da advogada Suellen de Paula Novais, que reside em Cataguases, em Minas Gerais. Ela conta que recebeu um e-mail com certos dados da doença e encaminhou para parentes e amigos, sem saber que eram falsos. Depois, procurou, por meio de um site de buscas, informações sobre mitos e verdades relacionados à moléstia.

“Foi assim que encontrei o site produzido pelo Governo do Paraná. Achei o conteúdo muito bom e esclarecedor, além de tranqüilizar a população”, explica. “Após conhecer a página, aproveitei para indicar o endereço para as mesmas pessoas às quais tinha mandado a mensagem com fatos que eram absurdos”, completa a advogada mineira.

DADOS OFICIAIS – O site do Estado traz todas as informações oficiais sobre a nova gripe, com o objetivo de garantir um tratamento uniforme aos dados e combater a disseminação de boatos e notícias distorcidas a respeito da doença. A população tem acesso a notícias, aos boletins epidemiológicos atualizados com os casos confirmados no Paraná e a uma parte dedicada a desvendar os mitos que têm sido divulgados sobre a Influenza A (H1N1).

Além disso, há vídeos educativos, relação dos sintomas da gripe A, medidas de prevenção e seleção de perguntas freqüentes. No link “Materiais de divulgação”, há cartazes e folders prontos para impressão. Também estão disponíveis quatro modelos de banner que podem ser incluídos por cidadãos e empresas em seus sites pessoais, comerciais e em blogs para acesso ao endereço governamental.


BOX – Sites confiáveis

O site do Governo do Paraná sobre a nova gripe pode ser acessado pelos seguintes endereços:

www.pr.gov.br
www.novagripe.pr.gov.br
www.gripea.pr.gov.br
www.influenzaa.pr.gov.br
www.h1n1.pr.gov.br

Outros sites confiáveis para obter informações sobre a Influenza A (H1N1) são:

www.who.int
www.opas.org.br
www.saude.gov.br
www.pr.gov.br
www.saude.pr.gov.br
No Twitter: http://twitter.com/sesapr