terça-feira, 18 de agosto de 2009

Orientações de prevenção fazem a diferença na volta às aulas da rede estadual


Alunos da rede estadual retornaram às aulas nesta segunda-feira (17), após duas semanas de suspensão, e foram recebidos com informações sobre como prevenir a gripe A (H1N1). A novidade nas 2,1 mil escolas é a presença do “cuidador da gripe”, que é o responsável por monitorar casos suspeitos e dar o devido encaminhamento em cada escola.


Em Curitiba, no Colégio Estadual Paulo Leminski, com mais de 3 mil alunos, os estudantes receberam com atenção os esclarecimentos para evitar a gripe. O aluno do 3º ano do ensino médio David Kelvi Monteiro, 17 anos, disse que alguns colegas não estão preocupados com a gripe. “Com a volta às aulas, todos precisam colaborar e seguir as orientações repassadas pela equipe do colégio”, afirmou.

A estudante do 1º ano do ensino médio Jennifer da Silva, 15 anos, destacou como positiva a presença do “cuidador da gripe”. “É difícil lembrar de todas as dicas e cuidados que devemos tomar. Com a presença deste cuidador nos sentimos mais seguros”, disse.

A funcionária Lídia Maria Ferreira, que é uma cuidadora, afirmou que os cuidados foram intensificados com o retorno dos estudantes. Segundo ela, a preocupação é algum aluno vir com o vírus da gripe. “Como medida de segurança, estou indo em cada sala e conversando com todos para verificar se há casos suspeitos”, disse.

A diretora geral Céli Luzzi ressaltou a importância de transmitir as orientações com frequência. Nos intervalos, a diretora repassa as informações de prevenção pelo sistema de som ambiente. Os alunos de cada uma das 37 salas de aula escutam atentamente as mensagens sobre a gripe, que alertam para a higienização das mãos, para não compartilhar objetos pessoais - batons, copos e talheres - e evitar aglomerações, entre outras recomendações.

“Fizemos a organização da volta às aulas levando em conta a necessidade de prestar aos nossos estudantes toda a informação preventiva”, afirma a diretora. “As alunas gestantes estão orientadas a permanecer em casa até o dia 31 de agosto como medida de segurança”, disse Lucinir Bittencourt, diretora auxiliar.

No Colégio Estadual Lysimaco Ferreira da Costa, os alunos são recepcionados por dois funcionários munidos de álcool gel spray, que fazem a aplicação em cada um dos alunos. A vice-diretora e pedagoga Rosane Vieira disse que no intervalo o procedimento é repetido no pátio perto da cantina. “Na primeira aula, todos os alunos assistiram ao vídeo enviado pela Secretaria de Estado da Educação que esclarece sobre a nova gripe”, conta. Cada sala de aula tem um porta-papel higiênico e um álcool gel spray à disposição dos estudantes.

O aluno Matheus Henrique Carniel da 4° série do ensino fundamental, contou que trouxe álcool gel de casa. “A escola avisou meus pais que era para trazer o álcool e uma garrafinha de água também. Cada pessoa tem que trazer suas coisas e prestar atenção nas dicas de prevenção”, diz.

O programa é uma parceria entre as Secretarias de Estado da Educação e da Saúde. Cada uma das escolas da rede estadual e as cerca de 400 conveniadas tem um cuidador da gripe por turno, responsável pelo monitoramento dos alunos. Caso seja detectado um caso suspeito, o estudante receberá uma máscara e será conduzido à sua casa, onde os familiares serão orientados a levar o aluno ao médico, que poderá colocar a criança em observação durante sete dias.

Paraná Empreendedor abre novas inscrições para micro e pequenos empresários


O Projeto Paraná Empreendedor é desenvolvido pela Secretaria Especial de Relações com a Comunidade

Estão abertas novas inscrições para o Curso de Aperfeiçoamento e Qualificação para pequenos e micro empresários de Santa Felicidade. O curso faz parte do Projeto Paraná Empreendedor, da Secretaria de Relações com a Comunidade, que será ministrado pelo coordenador e idealizador do Paraná Empreendedor Luiz Pedro Di Lucca.

As aulas acontecem no auditório anexo a Secretaria de Relações com a Comunidade, responsável pelo projeto, sempre as segundas feiras das 19h30 às 22h30. As inscrições podem ser efetuadas pelo telefone (41) 3350-1273 ou pelo email dr_dilucca@ hotmail.com

Segundo o coordenador e professor Luiz Pedro Di Lucca, o objetivo é mostrar para os empreendedores que, para ter sucesso em seus negócios, é preciso investir tempo para qualificação. Ele lembrou que as pequenas empresas empregam cerca de 80% da população economicamente ativa e o objetivo do projeto é fazer com que elas possam crescer e se consolidar no mercado. “Trata-se de uma política de desenvolvimento empresarial. Vamos oferecer o curso e consultoria gratuitos e operar no fortalecimento da economia local, através da melhoria contínua dos empreendimentos”, destacou Di Lucca, também professor do curso.

Entre outros temas o Curso de Qualificação aborda tópicos como as características do empreendedor, barreiras a serem superadas, vantagens de ter o próprio negócio, qualidade de produtos e serviços, mensuração de valor e preços e cuidados com os clientes. A grade do curso prevê ainda microcrédito através do Probem Banco Social, ambos os programas operados pela Agência do Fomento do Estado do Paraná.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Paraná tem o melhor desempenho industrial da região Sul e o segundo melhor do Brasil


O Paraná é o estado que teve melhor desempenho industrial das regiões Sul e Sudeste e o segundo melhor do país, durante os primeiros seis meses de 2009. Segundo dados divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), os impactos da crise sobre a indústria paranaense foram menores que nos demais estados. Quando comparado ao mesmo período de 2008, a Produção Industrial no Paraná acumulou uma variação negativa de 5,9%. No Brasil, essa variação foi de -13,4%, e no estado de São Paulo a produção industrial acumulou uma variação de -14,4%.

Em comparação com os demais estados do Sul, o Paraná também se encontra numa condição mais favorável, uma vez que Santa Catarina acumulou uma variação de -12,9% na sua produção industrial, e no Rio Grande do Sul a queda foi de -13,5%.

O Ipea fez ainda um estudo para estimar os impactos interregionais da crise. Observou-se que, pelas características do comércio interregional, a região Sul seria a segunda mais afetada pela crise. Fato que se confirma ao se observar o comportamento da produção industrial em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Neste sentido, o Paraná, mais uma vez, apareceu como uma exceção à regra, apresentando um desempenho melhor que o observado nos estados da região.

Segundo as previsões do Ipea, o tempo de recuperação das regiões também deve acontecer de forma diferenciada. Enquanto se espera que no Nordeste a recuperação leve em torno de 16 meses, no Sudeste ela deve acontecer após 11 meses, ao passo que no Sul a recuperação se dará apenas oito meses após o início da crise.

Na avaliação do secretário do Planejamento, Enio Verri, esta é uma janela de oportunidades que está se abrindo diante da economia paranaense,uma vez que aqui os investimentos também poderão retornar a níveis satisfatórios antes dos demais estados do Sul, já que a menor queda implica também numa menor capacidade ociosa.

“Se os prognósticos do Instituto se confirmarem, a evolução do emprego no Estado assumirá uma dinâmica ainda mais intensa. Vale ressaltar que o emprego no Paraná já vem mantendo um desempenho superior ao observado nos demais estados da federação”, ressaltou Verri.

Medidas - O secretário Enio Verri destaca que os resultados obtidos pela indústria e também pelo comércio varejista que, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cresceu 6,3% em junho, são frutos das políticas de enfrentamento adotadas pelo governador Roberto Requião, muitas colocadas em prática antes mesmo da eclosão da turbulência econômica mundial.

“Antes mesmo da crise, o governo reduziu o ICMS das pequenas e microempresas. Também aumentou o poder de compra da classe trabalhadora, aumentando o salário mínimo regional acima do piso praticado pelo governo federal. Outra ação importante foi a minirreforma fiscal, que baixou de 25% e 18% para 12% o ICMS de 95 mil itens de consumo popular”, lembra o secretário.

“O Governo do Paraná não está inventando dados estatísticos, eles estão sendo divulgados pelo Ipea, uma instituição respeitada. Os números demonstram, mais uma vez, que o governador Roberto Requião está no caminho certo”, disse Verri.

Comércio - Sobre a pesquisa divulgada pelo IBGE, que indicou um crescimento de 6,3% das vendas do comércio varejista paranaense em junho, o secretário do Planejamento avaliou que o aumento aconteceu, principalmente, em função da redução de imposto sobre os 95 mil itens de consumo. Segundo a pesquisa do IBGE, o resultado do Paraná é superior ao registrado pelo comércio varejista brasileiro, cujo crescimento do volume de vendas atingiu 5,6%.

No acumulado de janeiro a junho de 2009, as vendas do setor no Paraná aumentaram 4,5%, também acima do resultado nacional. Entre os segmentos que contribuíram para o bom desempenho estadual, merece destaque o ramo de equipamentos de escritório, informática e comunicação, com alta de 140,7% nas vendas no primeiro semestre. Nesse mesmo período, o segmento de artigos farmacêuticos e médicos registrou crescimento de 22,6%, enquanto o ramo de hipermercado e supermercados contabilizou acréscimo de 2,3% nas vendas.

Cotas, a intolerância relativizada?


DEBATE ABERTO

Ao entrar com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a suspensão da matrícula dos alunos negros aprovados pelo sistema de cotas da Universidade de Brasília, o DEM (ex-PFL) protagonizou um momento emblemático da nossa propalada “democracia racial”.

Há algo mais profundo, fortemente recalcado, em todas as discussões envolvendo políticas afirmativas em universidades públicas. Tanto o projeto de Lei Complementar, em tramitação no Senado, estabelecendo que as instituições de educação superior reservem 50% das vagas para autodeclarados negros, pardos e índios que cursaram o ensino médio em escolas públicas e venham de famílias com renda igual ou inferior a 1,5 salário mínimo per capita, quanto a lei estadual que instituiu o sistema no Rio de Janeiro sofrem forte resistência de atores políticos e de personalidades do mundo acadêmico. Afinal, a quem ameaça a implantação de tais medidas?

Conhecida por seu ativismo contra as cotas, a antropóloga Yvonne Maggie declarou recentemente que “uma coisa é dizer que o Brasil é um país desigual, com uma distância muito grande entre ricos e pobres. Outra coisa é atribuir isso à raça”. Para ela, “a lógica étnica ou racial não tem fim e só persiste porque a Fundação Ford investiu milhões de dólares no Brasil”.

Como explicar o posicionamento da autora do livro Guerra de orixá? Adesão a um padrão de análise que, baseada nas formulações teóricas de Gilberto Freyre, vê a história brasileira como um suceder de arranjos e combinações calcadas na “cordialidade” de uma elite flexível? Reverência a uma arquitetura tão perfeita que o conflito só aparece como “algo externo á nossa gente”?

Esse tipo de discurso está tão cristalizado no pensamento social brasileiro que mesmo setores mais progressistas fazem coro a ele. Quantas vezes não ouvimos que as injustiças sociais em relação aos negros não seriam particularidades destes, mas do conjunto das classes trabalhadoras? Uma visão reducionista que ignora evidências estatísticas. Pelos números do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Humano (Pnud), em 2002, enquanto os brancos no Brasil tinham um padrão de vida – considerando-se o nível de educação, expectativa de vida e renda – comparável aos habitantes dos Emirados Árabes (46º lugar entre os 173 países pesquisados), os negros viviam como habitantes da República da Moldávia (105º posição). Esses números não mostram uma correlação cristalina entre etnia e inserção social?

Não lembrar, ou fingir que não lembra, que em determinada fase de nossa história houve uma coincidência entre a divisão racial e social do trabalho é legitimar uma estrutura societária rigidamente estratificada que, apesar dos avanços nos últimos anos, ainda persiste em atribuir aos brancos as atividades consideradas mais qualificadas, as que gozam de maior prestígio.

De acordo com o relatório anual das Desigualdades Raciais no Brasil 2007-2008, da UFRJ, entre 1995 e 2006, o peso relativo da população autodeclarada parda ou preta subiu de 45 para 49,5%. Isso significa, segundo a pesquisa, que os negros podem vir a ser maioria da população do povo brasileiro nos próximos anos. Se por um lado os dados sinalizam para a derrocada crescente da ideologia do branqueamento, por outro o aumento da auto-estima entre a população não-branca se dá por uma série de fatores. E o principal, na opinião do antropólogo e professor da UnB, José Jorge de Carvalho, é “o aumento do debate sobre a questão racial no Brasil”.

Se Yvonne Maggie está correta quando diz que “raça é uma invenção dos racistas para dominar mais e melhor”, talvez, se debruçando sobre as particularidades do fenômeno racista, entenda a competência dos que manejam o discurso excludente. Aqueles que, sabendo que os negros são a maioria dos analfabetos, dos que recebem menores salários, dos encarcerados, dos subempregados e se constituem minorias nas faculdades, em grandes empresas e no Congresso Nacional, entre outros lugares de projeção, rejeitam o sistema de cotas alegando que “raça não pode ser critério de distribuição de justiça”.

Um olhar atento mostraria que “raça” sempre foi critério classificatório de quem pôde ter identidade e consciência histórica: uma elite branca que idealizou a tolerância que jamais teve. Qualquer estudante universitário sabe disso. Se for negro e cotista, então, conhece bem os limites das “relativizações possíveis”. Aquele pequeno espaço de dramatizações sociais para onde convergem os “orixás” da UFRJ e os senhores da direita escravocrata. Ali são forjados os estatutos “progressistas” da Casa-Grande.

(*) Artigo publicado originalmente no Jornal do Brasil

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Apresentação do Projeto Paraná Empreendedor


Justificativa: Contrariando todas as expectativas iniciais, os empresários das micro e pequenas empresas brasileiras conseguem se desenvolver, gerando trabalho e renda para milhares de pessoas, sem apoio e sem ajuda de nenhuma entidade ou instituição.

O Projeto Paraná Empreendedor pretende ser um parceiro permanente do empreendedor e quebrar a atitude recorrente dos governos, desde a proclamação da república até os dias de hoje, de pedir paciência aos pobres enquanto atende às demandas dos ricos.

OBJETIVO

Os objetivos propostos neste projeto são a elaboração do diagnóstico que demonstre à situação atual da micro e pequena empresa e a apresentação de sugestões de melhorias que possibilitem aumentar à produtividade, a qualidade dos serviços prestados, a racionalização dos custos e a participação com envolvimento e comprometimento de seus colaboradores.

PÚBLICO-ALVO

Micro e pequenos empresários em início de atividades empreendedoras individuais e familiares localizados nas cidades do Estado do Paraná.

METODOLOGIA

1.1 Aulas expositivas do professor;

1.2 Apresentação de experiências dos alunos;

1.3 Leitura de textos e estudo dirigido para instrumentalização conceitual e atualização de conhecimentos;

1.4 Fortalecimento da liderança empresarial

1.5 As características empreendedoras

1.6 O seu negócio- benefícios e deveres

1.7 Qualidade de produtos e serviços;

1.8 As linhas de créditos governamentais PROBEM e Banco Social

1.9 Cuidados com os clientes

1.10 Mensuração de valor e preços de mercadorias;

1.11 Exercícios para fixação da aprendizagem e exercícios individuais;

1.12 Debates para o aprimoramento da compreensão e expressão do aluno;

DURAÇÃO, HORÁRIO E LOCAL

A duração do curso é de seis semanas com aulas às segundas-feiras, das 19h30 às 22h30, no Auditório da Secretaria Estadual de Relações com a Comunidade, Rua Deputado Mário de Barros, 1556 (entrada do Bosque do Papa);

CERTIFICADO

Aos participantes de todas as aulas do curso receberão certificação oficial do Governo do Estado do Paraná.



Empresas brasileiras aumentam presença no exterior, diz pesquisa

Dólares

Transnacionais cresceram mais no exterior do que no mercado interno

Apesar da crise econômica mundial, que atingiu o Brasil com mais força a partir do quarto trimestre de 2008, o ano passado registrou um avanço das companhias brasileiras nos mercados globais, com a aquisição de empresas e subsidiárias no exterior, aponta uma pesquisa divulgada nesta terça-feira.

Segundo o Ranking das Transnacionais Brasileiras, elaborado pela Fundação Dom Cabral em parceria com a Vale Columbia Center e com patrocínio da KPMG, 25,32% das receitas das 20 maiores transnacionais brasileiras em 2008 foram geradas em operações com o exterior.

Esse resultado representa um avanço em relação a 2007, quando a proporção das receitas no exterior sobre o total era de 24,16%, e também sobre 2006 (21,54%).

Os ativos no exterior das 20 maiores transnacionais do Brasil somaram R$ 199,52 bilhões em 2008, o equivalente a 27,66% do total. Enquanto o total de ativos dessas empresas cresceu 19,14% de 2007 para 2008, a evolução dos ativos no exterior chegou a 32,13%.

O número de funcionários no exterior também vem aumentando e cresceu 40,92% sobre o ano anterior, chegando a 27,52% do total da mão-de-obra.

Em 2008, o fluxo de investimento brasileiro no exterior realizado pelas transnacionais totalizou R$ 10,8 bilhões, segundo dados da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid). Esse volume, investido em operações de fusões e aquisições, representa cerca de um quarto do total de investimento brasileiro direto no exterior.

Ranking

O ranking classificou o nível de internacionalização de 41 empresas brasileiras com base em receita, ativos e funcionários no exterior em comparação aos resultados totais.

Ranking das Transnacionais Brasileiras

1. Gerdau (siderurgia e metalurgia)

2. Sabó (autopeças)

3. Marfrig (alimentos)

4. Vale (mineração)

5. Metalfrio (metal-mecânica)

6. Odebrecht (construção)

7. Aracruz Celulose (papel e celulose)

8. Tigre (material de construção)

9. Artecola (química)

10. Suzano Papel e Celulose (papel e celulose)

Fonte: Fundação Dom Cabral

Nesses três indicadores, a taxa de crescimento em relação a 2007 foi maior nas operações internacionais do que nas nacionais.

"As empresas brasileiras cresceram mais no exterior em 2008 do que no mercado interno", diz a pesquisa. "Isso pode se dever a uma possível saturação do mercado nacional, frente a oportunidades de negócios crescentes no cenário internacional."

O ranking das empresas brasileiras mais internacionalizadas é encabeçado pela Gerdau, que tem 63% do total de ativos e mais de 50% das vendas e funcionários no exterior.

Em relação ao ano anterior, a empresa registrou aumento de 49% na receita no exterior, 52% nos ativos e 24% no número de funcionários em 13 países.

Impacto

Apesar do aumento do nível de internacionalização das empresas, porém, a crise mundial teve um impacto sobre as operações, especialmente a partir do quarto trimestre de 2008.

"A crise teve impacto mais visível nas operações internacionais do que nas domésticas, o que fez com que 14 empresas (das 41 listadas no ranking) reduzissem seu índice de internacionalização", diz o coordenador do Núcleo de Internacionalização da Fundação Dom Cabral, Jase Ramsey.

A pesquisa aponta que os resultados econômico-financeiros das operações no exterior ainda são menores do que os registrados no mercado interno, e que as empresas estão mais satisfeitas com o desempenho do mercado doméstico.

De acordo com o levantamento, "apesar dos grandes investimentos durante os primeiros três trimestres de 2008, as empresas vivenciaram a diminuição da demanda internacional, o que resultou em menores margens após setembro".

"Mas a crise também tem criado novas oportunidades, devido a preços relativamente mais baixos de ativos em outros países", afirma Ramsey.

Localização

De acordo com a pesquisa, os países da América Latina concentram 46,23% das subsidiárias das transnacionais brasileiras. Em segundo lugar vem a Europa, com 20,61%, seguida pela América do Norte, com 17,31%.

Segundo Ramsey, na comparação com 2007, houve um aumento da presença na América Latina e diminuição na Europa. Custos de logística, maior semelhança cultural e facilidades de acordos comerciais são citados como fatores que podem influenciar as empresas a concentrar suas atividades em países mais próximos em um momento de crise como o atual.

O impacto da crise varia de acordo com o setor de atuação, mas poderá revelar uma desaceleração na internacionalização das empresas em 2009, segundo a pesquisa.

No entanto, quando questionadas sobre suas expectativas de desempenho para 2010, as transnacionais indicam confiança na recuperação da economia e no futuro crescimento de vendas, lucratividade e market share, tanto no mercado doméstico como no mercado internacional.

Segundo os autores do estudo, apesar de afetadas pela crise, as transnacionais brasileiras "não descartam seu comprometimento com a internacionalização", e a expectativa é de que o fluxo de investimento brasileiro no exterior continue crescendo.

"As transnacionais brasileiras se mostraram bem-sucedidas em sobreviver à crise", diz Ramsey. "E estão cautelosamente otimistas em relação a 2010."

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Dilma lidera pesquisa no RS


Para aqueles que não entenderam ainda a razão do tiroteio em cima da pré-candidata Dilma Roussef na mídia golpista vai endender agora.

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), e o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), aparecem em situação de empate técnico na disputa pela sucessão presidencial em pesquisa realizada pelo Instituto Vox Populi entre eleitores gaúchos.

Enquanto Dilma tem 26% da preferência dos eleitores, e Serra atingiu 25% das intenções de voto na sondagem divulgada nesta quarta-feira.

O deputado Ciro Gomes (PSB) aparece com 16%, seguido da ex-senadora e atual vereadora de Maceió, Heloisa Helena (PSOL), que tem 10%.

O instituto ouviu mil eleitores em todo o estado, entre 1º e 6 de agosto. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais.

Entrementes, sobre o escândalo da governadora Yeda Crusius (PSDB) não se vê uma linha publicada nos jornalões do sudeste brasileiro.